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26 de junho de 2014

Nova seção: amo verde!


Não se assustem! Hoje o post tem bastante informação, mas tá tudo tão cool. :)

A intenção é: quinta-feira ser o dia do #amoverde aqui do blog. E para inaugurar essa seção, vou contar da minha visita ao Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx e para ninguém ficar boiando, também vou falar quem foi o tal do Burle Marx.

O Sítio fica no Rio de Janeiro, com visitas guiadas durante o ano todo, um passeio ótimo para entrar em contato com a natureza, dar aquela desestressada e admirar a beleza desse mundão.

Vamos começar com quem é ele:
Nascido em São Paulo, na década de 20, Roberto Burle Marx teve durante toda sua infância contato com rosas, begônias, antúrios, gladíolos, tinhorões e muitas outras espécies que cultivava em seu jardim. Por causa dessa proximidade com as plantas, aos poucos ele aprendeu a preparar canteiros e a observar a magia da germinação das sementes em seu quintal.
                                        
Aos 19 anos, teve um problema nos olhos e sua família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Foi lá onde Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas e ficou fascinado com a vegetação brasileira em uma estufa do Jardim Botânico, em Berlim. A partir de então, ele tomou a decisão de estudar pintura e passou a visitar todas as semanas o Jardim Botânico, observando atentamente todas as espécies ali existentes. Sempre dividido entre essas duas paixões, suas habilidades técnicas foram desenvolvidas nas duas áreas, tornando-se um paisagista de renome internacional e também um artista completo: pintor, escultor, tapeceiro, ceramista e designer de joias. Ele nunca se formou em arquitetura paisagística, o aprendizado de Burle Marx na pintura influenciou a criação de seus jardins, se auto definia como um artista de jardins. 

O Sítio foi criado com a intenção de preservar as experiências do artista, criar uma escola de paisagismo, botânica e artes em geral, e transmitir o principal legado do paisagista: saber fazer jardins.

Em 1949, Burle Marx adquiriu a propriedade em Barra de Guaratiba, havia uma antiga casa de fazenda e uma pequena capela do século XVII, dedicada a Santo Antônio. Ele restaurou as construções e começou a trazer para o Sítio sua coleção de plantas. 
Carrancas trazidas de navegações do Rio São Francisco
                                     
Aqui no interior da casa de Burle Marx podemos ver seu trabalho em toda parte, em quadros, tecidos, muitos outros objetos
Numa área de 365 mil m², foram reunidas uma das mais importantes coleções de plantas tropicais e semitropicais do mundo. Ao lado dos jardins, ao ar livre, esta magnífica coleção apresenta aos visitantes mais de 3.500 espécies, com exemplares únicos de algumas delas. Sua coleção botânica foi considerada patrimônio cultural brasileiro em 1985, e o Sítio foi tombado em 2000.

Essa forte influência artística é muito sentida lá no Sítio. Tudo parece mágico, as enormes árvores, a sinuosidade dos caminhos, as cores, as texturas.
As agves

Selecionei algumas fotos da visita para vocês sentirem um pouco dessa sensação mística:

Logo quando chegamos somos recebidos por essa exuberante árvore

As pedras utilizadas neste jardim vieram da reforma do centro do Rio de Janeiro. Elas seriam descartadas, então Marx as levou para seu sítio e criou essa belíssima paisagem.



As plantas do sítio parecem de contos de fadas, são maiores do que estamos acostumadas a ver, parece encantado.

No final da visita, temos a mais bela vista do passeio, nem preciso dizer nada né?

Quer visitar também?






16 de janeiro de 2014

CoBoGó

Hoje vamos contar um pouco sobre o brasileirinho cobogó.

O cobogó foi criado na década de 20 em Pernambuco e seu nome engraçado vem dos seus criadores, Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de is. Mas foi apenas na década de 50 que o material se popularizou, sendo muito encontrado em Brasilia e no Nordeste.

O cobogó é um elemento vazado, utilizado na vedação de paredes. Suas grandes vantagens são: a passagem de ar, ajudando na circulação do mesmo, o bloqueio de partes dos raios solares e ainda sim manter a privacidade do interior do ambiente.

A principio o cobogó era um material fabricado apenas em cimento, hoje encontramos peças feita de cerâmica, vidro, madeira, gesso e até mesmo de mármore.

Com a utilização do cobogó conseguimos resultados estéticos belíssimos, tanto para arquitetura (em fachadas e muros, etc), como em interiores.

A seguir, alguns exemplos de uso:


Curiosidade: sua origem vem dos muxarabis: elementos tradicionais árabes, que consistem em treliças de madeira aplicadas geralmente em janelas, para garantir a privacidade das mulheres, concedendo a visão do exterior, mas não o contrário. 

Usem e abusem do cobogó para ambientes mais iluminados e arejados, sem deixar a área devassada. ;)

Beijos



3 de janeiro de 2014

Um pouco da nossa história

É com grande alegria que inauguramos nosso Escritório físico e online, O Quintal de Casa.
Nosso amor pela decoração nasceu quando ainda em estágio da faculdade, pude participar da revista Minha Casa da editora Abril, com a proposta de que é possível ter um lar com funcionalidade e beleza por um valor acessível.
A partir daí, projetos foram surgindo, pequenas reformas em casa, indicação de projetos dos amigos e vizinhos e cada vez mais matérias em diversas revistas de decoração.

Hoje, inauguramos nosso blog, aqui você poderá tirar dúvidas, encontrar lindas referências de decoração e arquitetura e também conhecer um pouco de nossos trabalhos e de nosso escritório.
Apreciem sem moderação :)

Resumo de alguns trabalhos e nossos serviços.http://www.oquintaldecasa.com/